Ofensas entre partidos com políticas parecidas

CDS. O presidente centrista explorou ontem as polémicas entre PS e PSD a propósito do BPN e das declarações de Vital Moreira

Um dos motivos para a abstenção nas Europeias será a crispação entre os maiores partidos. Esta foi a explicação dada ontem pelo líder do CDS-PP, Paulo Portas, numa visita a uma escola profissional em Vagos, Aveiro. Quando "não há diferenças substanciais, rapidamente se chega ao nível do insulto", insistiu, numa referência às acusações entre as candidaturas de Vital Moreira e Paulo Rangel. Para o CDS, os dois partidos "ofendem-se muito e depois votam juntos em tanta coisa".

Este comentário mostrou a estratégia do CDS: demarcar-se do PSD e do PS, mostrando que defende políticas diferentes das do bloco central, não apenas para a Europa, mas em outros sectores, como na agricultura, o tema forte de ontem. Para passarem a mensagem, Paulo Portas e o cabeça-de-lista Nuno Melo escolheram uma escola profissional agrícola, em Vagos, com 366 alunos, instalações exemplares, e financiada a 80% pelo fundo de coesão da UE.

O CDS aposta no descontentamento dos agricultores para ganhar votos. Daí o ataque ao ministro da Agricultura Jaime Silva, que os populares acusam de "não defender" o sector e de não ter capacidade para negociar as reformas que se anunciam na PAC. Portas diz que os votos no CDS serão "uma moção de censura a Jaime Silva".

b positivo Erros

A insistência em ideias relativamente simples e o aproveitamento inteligente dos erros do adversário.

b negativo Ping-pongNum dia sem sobressaltos, Nuno Melo jogou ping-pong, numa boa situação para as televisões.

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