Ilda da televisão para as ruas de Braga

A candidata não dá descanso à caravana para convencer eleitores. No Minho defende que o salário é sagrado

"É esta que dá na televisão", aponta a mulher nos seus setentas, travando o passo à filha. Sorri, mas Ilda Figueiredo passa ao lado, o que é caso raro. A candidata da CDU entra nas lojas e cafés, no centro de Braga, interpela quase todos, mesmo o que lhes dirigem palavras desagradáveis. Ilda não desarma e responde com o trabalho da coligação no Parlamento Europeu.

A caravana anima as ruas graníticas da cidade, ao ritmo dos bombos dos "i PUM". O dia vai terminando mais distendido, antes do comício da noite em Guimarães e depois de uma jornada a bater o desemprego e a precariedade do trabalho no Cávado e Ave, sinónimos nacionais de tempos de crise. À porta da Mabor-Continental, a gigantesca fábrica em Lousado, os cumprimentos de Ilda entopem a saída do parque de estacionamento da empresa. Há buzinadelas, mas a candidata da CDU não desarma. "Por um emprego com direitos", diz a cada condutor. De manhã pede a atenção de Sócrates: "Há uma coisa que o Governo não se pode esquecer, o salário é sagrado." O calor aperta, Ilda sabe que cada passo nesta campanha também é sagrado - e suado. "Dia 7 vamos festejar a vitória com mais votos e mais deputados."

- positivo Infatigável

O calor que ontem encheu o Minho não cansou Ilda Figueiredo.

- negativo Saídas

À porta de fábricas, a caravana impõe-se aos trabalhadores. Alguns querem ir rápido para casa.

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