Guarda- Candidato social-democrata derrotado não vai assumir lugar na vereação



Crespo de Carvalho, candidato independente apoiado pelo PSD à Câmara da Guarda, que foi derrotado pelo socialista Joaquim Valente, disse hoje à Lusa que não assumirá o lugar de vereador da oposição.

"Em termos pessoais, é o adeus a esta incursão na política, assumindo pessoalmente esta derrota e, tal como anunciei, não serei vereador na oposição, devolvendo assim a responsabilidade de assumir esta posição ao PSD", disse Crespo de Carvalho após conhecidos os resultados eleitorais.

O socialista Joaquim Valente reforçou a maioria na Câmara Municipal da Guarda, com cinco mandatos, garantindo a manutenção da presidência da autarquia da capital de distrito que sempre foi gerida pelo PS.

No actual executivo autárquico o PS detém quatro mandatos e o PSD três, mas no acto eleitoral de domingo esta força partidária perdeu um vereador.

O PS obteve 55,79 por cento dos votos e o PSD 28,33, vendo reduzida a presença na constituição do novo executivo municipal, onde passa a ter dois vereadores.

O candidato apoiado pelo PSD reconheceu que o projecto "A Guarda quer" saiu derrotado das eleições mas obteve "bons resultados em termos de freguesias", indicando que aumentou "o número de freguesias que representam o PSD".

"Não dou os parabéns aos que se consideram vencedores, na convicção de que os métodos e procedimentos utilizados não poderão ser classificados por mim como democráticos", afirmou Crespo de Carvalho, sem especificar.

O socialista Joaquim Valente, por seu turno, lamentou o facto de o candidato apoiado pelo PSD não assumir o lugar na vereação do novo executivo.

"Lamento que Crespo de Carvalho não esteja na Câmara Municipal, na oposição. Gostaria de o ter na vereação porque gostava de o ver discutir a Guarda e a estratégia para o desenvolvimento da Guarda", declarou o autarca reeleito.

Considerou que "a oposição é muito importante em democracia" e que aceita "a vontade" do adversário, embora não a compreenda "porque em democracia é tão digno estar-se no poder como na oposição".

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