Relatório do FMI "não será a bíblia do Governo"

O primeiro-ministro afirmou que o relatório do FMI que recomenda fortes cortes nas despesas do Estado, "não será a bíblia do Governo". Mas Pedro Passos Coelho defendeu que o documento tem "informação muito relevante" sobre a situação portuguesa.

Passos Coelho frisou que o polémico relatório "existe para ajudar a fazer o debate" sobre os cortes dos 4 mil milhões de euros na despesa pública. Cortes que o que o Executivo tem de apresentar à troika até fevereiro. "Gostaria que esse exercicio não fosse só do Governo", afirmou o líder do Governo, acrescenta que nem todas as medidas contidas no documento serão viáveis. Passos Coelho destacou, no entanto, a importância do "diagnóstico" feito pelos técnicos do FMI.

O primeiro-ministro veio corroborar uma informação veiculada ontem por Marques Mendes, na TVI24, de que também foi pedido à OCDE um relatório no mesmo sentido. Além disso, também confirmou que a maioria alargará o debate ao Parlamento, com a proposta de uma comissão eventual, e na qual será ouvida a sociedade civil.

Pedro Passos Coelho, que falava na sequência de um encontro com o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schultz, respondeu ainda à ideia do PS de que "o governo não tem legitimidade" para avançar com as medidas sugeridas pelo FMI: "O Governo está legitimado para governar. Realizaram-se eleições há cerca de ano e meio. E o Governo não foi só eleito para executar o memorando de entendimento da troika".

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