PS admite não integrar comissão para reforma do Estado

O PS advertiu hoje a maioria PSD/CDS que não fará parte de uma comissão eventual parlamentar sobre reforma do Estado se esta não for séria e destinar-se exclusivamente a cortar quatro mil milhões de euros.

Esta posição foi transmitida pelo líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho, depois de o ex-presidente social-democrata Marques Mendes ter anunciado na quinta-feira, na TVI24, que PSD e CDS vão avançar com a proposta de constituição de uma comissão eventual sobre a reforma do Estado.

"A proposta da maioria PSD/CDS de criar uma comissão eventual para a reforma do Estado não é séria. A maioria PSD/CDS nunca quis de facto fazer a reforma do Estado e apenas pretende branquear o corte de quatro mil milhões de euros necessário devido à incompetência da sua gestão orçamental", acusou Carlos Zorrinho.

O presidente do Grupo Parlamentar do PS disse depois que se ainda existissem dúvidas sobre a falta de seriedade política da maioria PSD/CDS na questão da reforma do Estado "bastará para tal revisitar todo o processo".

"Soube-se da existência de técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal por um comentador [Marques Mendes], soube-se que houve um estudo por um comentador, tivemos conhecimento do estudo por um jornal [Jornal de Negócios] e na quinta-feira voltou a ser um comentador a anunciar que a maioria PSD/CDS iria propor a criação de uma comissão eventual. Isto mostra uma atitude leviana por parte de um Governo que está impreparado para fazer face à gravidade que o país está a viver", sustentou.

Interrogado se o PS está disponível para integrar a comissão, Carlos Zorrinho respondeu que o processo "não é sério".

"O PS não se envolve em processos não sérios. Como está até agora a decorrer, este processo não é sério. Esta é uma comissão de cortes destinada a resolver um problema do Governo, é uma comissão para branquear um corte de quatro mil milhões de euros", acentuou Carlos Zorrinho.

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