Miguel Macedo espera que discussão seja "inteligente"

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse hoje esperar que a discussão lançada pelo relatório do FMI seja "serena e inteligente" e que tal não quer dizer que se devam implementar todas as propostas.

Em declarações aos jornalistas depois da cerimónia de inauguração do novo quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, desenhado por Siza Vieira, Miguel Macedo disse não querer pronunciar-se sobre o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) revelado na semana passada, mas declarou estarem a ser preparadas uma série de alterações em termos de segurança interna.

"Não quero estar a pronunciar-me sobre esse relatório. Serve para fazer uma discussão que espero que seja uma discussão serena e inteligente. Isso não significa aderir a tudo o que está no relatório. Significa, de uma forma que seja informada, possamos refletir sobre os problemas e possamos em conjunto encontrar boas soluções para os problemas que temos", afirmou o ministro da Administração Interna.

Miguel Macedo realçou que "dentro de muito pouco tempo" vai ser apresentado um "conjunto de alterações orgânicas em matéria daquilo que tem a ver com a segurança interna".

"São estruturas, como todos facilmente reconhecerão, muito sensíveis, mas não são estruturas que estejam à margem da necessidade de se fazer reformas ou alterações e ajustamentos que também muitos - para não dizer a generalidade - reconhecem como necessárias. Temos que fazer um esforço para que não haja redundâncias inúteis e desperdícios como ainda hoje sucedem", referiu o ministro.

Por seu lado, na sexta-feira, Miguel Macedo disse, quando questionado sobre o relatório do FMI, que no âmbito das forças de segurança o trabalho está "todo preparado, equacionado" e vai ser apresentado.

O relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), encomendado pelo Governo português, indica que há classes profissionais, entre as quais os elementos das forças de segurança, que "têm demasiadas regalias" e existem em "número excessivo".

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