"Houve declarações acaloradas, outras a roçar o absurdo"

O secretário de Estado da Presidência considerou hoje que houve "declarações excessivas, acaloradas, outras a roçar o absurdo" sobre o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) com propostas para a redução da despesa.

Luís Marques Guedes fez este comentário depois de ser questionado sobre as críticas de membros do CDS-PP a algumas dessas propostas e sobre o pedido de demissão feito pelo dirigente do PSD Carlos Carreiras ao secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, por este ter elogiado o relatório do FMI.

"Eu limitar-me-ia a dizer que, obviamente, não vou comentar quaisquer declarações", começou por responder o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, em conferência de imprensa, no final da reunião do Governo.

"Sei que ontem [quarta-feira] houve algumas declarações, umas excessivas, outras acaloradas, outras até a roçar o absurdo, mas, com toda a franqueza, não é momento de estar a responder a essas questões", acrescentou.

Marques Guedes assinalou que "ainda não foram apresentadas propostas absolutamente nenhumas" por parte do Governo, mas apenas "contributos de entidades" para o debate sobre a reforma do Estado, que qualificou de "um debate incontornável na sociedade portuguesa".

"A melhor maneira para se tentar fugir a esse debate é tentar dá-lo por concluído antes mesmo de ele começar", considerou o secretário de Estado, apelando ao contributo de todos para que haja "um debate nacional de uma forma séria e responsável".

"Era bom que todos, e principalmente os dirigentes partidários e os dirigentes políticos, se empenhassem também em formular os seus contributos, porque o que está em causa é demasiado sério", afirmou.

Segundo Marques Guedes, a dimensão atual do Estado é insustentável.

"Não é possível continuarmos com a dimensão do Estado que temos se queremos recuperar um caminho de desenvolvimento e de crescimento que possa satisfazer as necessidades básicas da população", sustentou.

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