CDS reitera que "sugestões técnicas" precisam de discussão

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, reiterou hoje que o relatório do FMI contém "sugestões técnicas" que carecem de discussão e decisão política, apelando ao PS para que aceite criação de comissão eventual.

"O relatório contém um conjunto de sugestões técnicas, com algumas estamos de acordo, outras nem tanto, mas ambas carecem de uma decisão política do Governo português, escudado num amplo debate nacional", afirmou Nuno Magalhães aos jornalistas no Parlamento.

Numa declaração conjunta à imprensa com o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, o presidente da bancada democrata-cristão voltou a afirmar que o relatório do FMI a propor cortes nas funções do Estado constitui um conjunto de "sugestões técnicas" que "carecem de decisão política e de discussão em todos os centros da atividade política, nomeadamente a Assembleia da República".

Nesse sentido, Nuno Magalhães disse não querer acreditar que o PS "se ponha fora dessa discussão" e não apoie a criação de uma comissão parlamentar eventual para discutir a reforma do Estado.

"Creio que os portugueses não compreenderiam numa altura de tanta dificuldade em que atravessam tantos sacrifícios uma atitude de tamanha irresponsabilidade por parte do PS", afirmou.

"Estou convencido que essa reação mais a quente não passou disso mesmo e que depois PS irá participar, como a sua história exige, neste debate", declarou.

O PS advertiu hoje a maioria PSD/CDS que não fará parte de uma comissão eventual parlamentar sobre reforma do Estado se esta não for séria e destinar-se exclusivamente a cortar quatro mil milhões de euros.

Esta posição foi transmitida pelo líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho, depois de o ex-presidente social-democrata Marques Mendes ter anunciado na quinta-feira, na TVI24, que PSD e CDS vão avançar com a proposta de constituição de uma comissão eventual sobre a reforma do Estado.

"A proposta da maioria PSD/CDS de criar uma comissão eventual para a reforma do Estado não é séria. A maioria PSD/CDS nunca quis de facto fazer a reforma do Estado e apenas pretende branquear o corte de quatro mil milhões de euros necessário devido à incompetência da sua gestão orçamental", acusou Carlos Zorrinho.

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