Sócrates não garante maioria alargada a Passos Coelho

José Sócrates, que deverá ser reconduzido como líder do PS, não está a dar quaisquer garantias aos parceiros europeus de que apoiará um quadro de maioria alargada se o PSD ganhar as próximas eleições legislativas.

Esta lógica da maioria alargada fora sugerida pelo líder laranja Pedro Passos Coelho,que defendeu "uma coligação alargada de mudança" para dar um sinal de maior confiança aos parceiros europeus e aos mercados internacionais.

"Dar garantias sobre cenários? Como imagina nem sequer falámos disso", respondeu Sócrates hoje, sexta-feira, de forma seca, à margem da Cimeira Europeia, em Bruxelas.

Visivelmente irritado com todas as perguntas que versaram sobre os limites financeiros de Portugal, Sócrates reiterou sempre que "Portugal tem condições para se financiar nos mercados", tem dinheiro em caixa para honrar as suas dívidas em Abril e nos próximos meses, mas lembrou que "o que ajudaria mesmo era que todas as forças da oposição apresentassem as suas medidas".

O primeiro-ministro disse que o PSD e restante oposição chumbaram o PEC "sem pensar duas vezes". Por causa disso, o país "atirou para o caixote do lixo uma declaração de apoio do BCE e da Comissão Europeia", juntou.

Sócrates disse ainda, sem revelar o teor da conversa que teve ontem com Angela Markel, que é fácil "calcular sobre o que terá versado". Relativamente à ideia de subir o IVA, lançada por Passos Coelho, Sócrates apenas prometeu: "Tenho muito a dizer sobre essa questão, mas não aqui em Bruxelas".

"Não imaginam a vontade que tenho de falar sobre isso", afirmou. É o que irá fazer já amanhã, quando estiver em Lisboa, garantiu, desta vez a sorrir.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG