Sócrates: 'Não faremos nada que provoque uma crise política'

O primeiro-ministro afirmou hoje que Governo e PS estão disponíveis para discutir o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) na Assembleia da República, mas nada farão para precipitar uma votação e abrir uma crise política.

José Sócrates falava aos jornalistas à entrada de uma reunião com o Grupo Parlamentar do PS, depois de interrogado se deseja que o PEC seja votado pelo Parlamento antes da cimeira europeia de quinta e sexta-feira da próxima semana e se os socialistas deverão ou não avançar com um projeto de resolução de apoio ao executivo.

"Pela nossa parte, nada será feito que tenda a provocar uma crise política. O que nós vamos fazer é permitir que a Assembleia da República discuta [as linhas gerais do futuro PEC]", respondeu o secretário-geral do PS.

Neste contexto, José Sócrates vincou: "Já disse que uma rejeição explícita do PEC teria o efeito de não permitir que o Governo se apresente internacionalmente para suportar um programa e um compromisso. Isso seria muito negativo e inviabilizaria a posição de um Governo que pretende defender o seu país no plano internacional e não tem condições para o fazer. Agora, espero que o bom senso prevaleça, que haja responsabilidade e que os partidos não atirem o nosso país para uma crise política, que é uma aventura", disse.

Interrogado mais uma vez se o PS apresenta ou não uma resolução de apoio ao PEC, Sócrates deu a seguinte resposta: "Não faremos nada que provoque uma crise política".

"Não tomámos nenhuma decisão nessa matéria, mas parece-me que nos devemos comportar por forma a que a decisão da Assembleia da República seja discutir o PEC e não contribuiremos de nenhuma forma para que uma decisão do Parlamento provoque uma crise política", acentuou.

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