Sócrates aceita negociar pensões e deduções fiscais

O primeiro-ministro considerou que a crise política é perfeitamente evitável e disse estar disponível para negociar todas as medidas do (PEC), incluindo as que incidem sobre as pensões e deduções fiscais.

Interrogado se o Governo admite reavaliar medidas previstas para o novo PEC como o congelamento das pensões e os cortes ao nível das deduções fiscais, Sócrates disse que Portugal precisa de alterar a lei que indexa o crescimento das pensões à inflação.

"Isso não será possível, mas estamos disponíveis para conversar sobre essa e sobre todas as medidas. Mas é inaceitável é a posição de quem não quer conversar sobre nada e de quem não apresenta nenhuma solução, achando que passar para um défice de três cento [em 2012] não exige medidas nenhumas", disse, em nova crítica dirigida ao PSD.

José Sócrates lamentou que o PSD, logo que terminou a última cimeira da zona euro - em que o Governo obteve o apoio da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu - "tenha tido a tentação de puxar o tapete ao Governo, pondo em causa aquilo que foi conseguido".

"Sinto-me a cumprir o meu dever e quero dizer aos portugueses que esta crise [política] é evitável. Pelo contrário, basta haver largueza de espírito e abertura para a negociação", defendeu o primeiro-ministro.

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