PS reafirma que José Sócrates se demite se PEC chumbar

O líder da bancada parlamentar do PS, Francisco Assis, acusou o PSD de usar o PEC como "pretexto para criar uma crise política".

Numa pausa da reunião da Comissão Política Nacional para analisar a situação política no quadro da discussão do Programa de Estabilidade e Crescimento, quarta-feira, no Parlamento, Francisco Assis voltou a dizer que José Sócrates se demitirá se as medidas de austeridade forem chumbadas pela oposição.

O líder parlamentar do PS manifestou-se descrente na possibilidade de ainda poder haver um consenso mínimo parlamentar em torno do PEC. "Não creio agora que esse acordo [com o PSD] em torno do PEC seja possível. Infelizmente, vem aí uma crise política num momento particularmente nefasto", declarou Francisco Assis.

De acordo com o líder parlamentar do PS, "caso se confirme [o chumbo do PEC], o Governo compreenderá que não tem condições para continuar em funções".

"O primeiro-ministro sempre disse que não estava agarrado ao poder", disse, antes de fazer uma série de críticas ao PSD.

O líder da bancada parlamentar do PS acusou Pedro Passos Coelho, presidente do PSD, de lançar o país numa grave crise política e lembrou que o seu partido se mostrou, várias vezes, disponível para negociar.

"O PSD, ao longo de todo este processo, nunca debateu as questões de substância, nunca fez uma avaliação séria das medidas de austeridade do Governo, nem nunca apresentou alternativas", acusou. "Reconheceu a necessidade de um programa de reformas mas nunca debateu as questões essenciais", acrescentou Assis.

Por isso, concluiu o líder parlamentar do PS, o PEC 4 foi um "pretexto para o PSD abrir uma crise política". "Fá-lo num mau momento e será reponsabilizado por isso", comentou.

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