Paulo Portas: Portugal não é um protectorado mas um Estado Nação

O presidente do CDS-PP desvalorizou hoje o argumento do primeiro-ministro de que o novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) tem o apoio das instituições europeias, alegando que Portugal é um Estado Nação e não um protectorado.

Na conferência de imprensa, Paulo Portas foi confrontado com o apoio manifestado pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu e pela primeira-ministra germânica, Ângela Merkel, às novas medidas de austeridade apresentadas pelo Governo no âmbito do processo de consolidação orçamental de Portugal.

"Eu nunca encarei Portugal como um protectorado. Aquilo que critico mais neste primeiro-ministro é ter conduzido o país a uma situação de protectorado, em que a soberania passou efectivamente dos eleitores para os credores", sustentou o presidente do CDS-PP.

De acordo com Paulo Portas, o melhor exemplo da situação de dependência externa do país registou-se precisamente agora com a divulgação do novo PEC.

"Os credores conheciam o PEC, mas os representantes dos eleitores não conheciam PEC nenhum. Aqui está o que é um protectorado. Eu olho para Portugal como um Estado Nação", contrapôs o presidente do CDS.

Paulo Portas interrogou-se depois como é possível que ainda recentemente José Sócrates tenha afirmado que o Estado tinha uma folga de 800 milhões de euros, que a receita apresentava números recorde e que a despesa assinalava uma queda histórica, "mas, afinal, sexta-feira de manhã há um PEC IV e ou V porque há um buraco 1400 milhões de euros".

"Como é que no discurso é tudo tão extraordinário e depois, na prática, é tudo tão falhado", lamentou o líder democrata-cristão.

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