Centrais Sindicais reagem às medidas do PEC4

O sindicalista Carvalho da Silva, da CGTP, entende que o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), hoje apresentado no parlamento, "não resolve os problemas do país", enquanto João Proença, da UGT, considera as previsões de crescimento "mais realistas".

Em declarações à Lusa, o líder da CGTP (Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses), Carvalho da Silva, disse que "as diversas edições do PEC até agora e outras medidas adoptadas não resolvem os problemas com que o país se debate".

Para o sindicalista, as sucessivas medidas anunciadas pelo Governo de José Sócrates "provocam três coisas: recessão económica, mais desemprego e abaixamento da qualidade do emprego, com mais precariedade, e o empobrecimento do país".

Já João Proença, líder da UGT (União Geral dos Trabalhadores), reconhece o "realismo" da revisão em baixa do crescimento económico em 2011, considerando, no entanto, que é "irrealista" pensar que o desemprego vai subir "apenas ligeiramente".

"Se em termos de crescimento eventualmente há muito maior realismo, já em termos de aumento do desemprego e decréscimo do emprego, parece-nos que os valores previstos são claramente irrealistas", afirmou, em declarações à Lusa.

João Proença sublinha que, em 2010, a UGT previu que o desemprego "iria atingir os 11 por cento e atingiu", pelo que "dizer que o desemprego vai aumentar apenas ligeiramente parece um total irrealismo".

"Infelizmente, o desemprego continua a agravar-se, colocando em sérias dificuldades muitos trabalhadores e as suas famílias e, portanto, o combate ao desemprego e as políticas activas de emprego têm de merecer cada vez maior prioridade e daí o empenhamento da UGT no acordo tripartido para a competitividade do emprego", rematou o sindicalista.

O Governo, que hoje apresentou o PEC na Assembleia da República, previu a projecção de crescimento económico em 2011 e aponta agora para uma queda de 0,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), depois de ter inscrito no Orçamento do Estado uma previsão de crescimento de 0,2 por cento. Em relação ao desemprego, no PEC, o Governo reviu em alta da taxa de desemprego este ano de 10,8 para 11,2 por cento, esperando que esta taxa se mantenha acima dos 10 por cento até 2013.

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