Bruxelas: Medidas do PEC são "absolutamente fundamentais"

A Comissão Europeia escusou-se hoje a comentar as divergências políticas em Portugal em torno do PEC, mas insistiu que as novas medidas de consolidação orçamental são "absolutamente fundamentais" para afastar as incertezas dos mercados.

Questionado sobre a eventualidade de eleições antecipadas em Portugal, no caso de a Assembleia da República rejeitar o novo pacote de medidas [Programa de Estabilidade e Crescimento] anunciado na semana passada pelo Governo, o porta-voz do comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários escusou-se a fazer comentários, por se tratar de "um debate político interno".

No entanto, e perante a insistência dos jornalistas, Amadeo Altafaj, confrontado com a possibilidade de as divergências entre Governo e oposição levarem ao "descarrilamento" das novas medidas de consolidação orçamental apresentadas por Lisboa aos seus parceiros da Zona Euro na cimeira da passada sexta-feira, disse que, do ponto de vista de Bruxelas, é "absolutamente fundamental" a sua implementação.

"A preocupação da Comissão é a seguinte: temos na mesa um pacote de medidas que podem permitir, do nosso ponto de vista, afastar as incertezas em relação à economia portuguesa" que persistem nos mercados, pelo que "é absolutamente fundamental que elas sejam aplicadas", disse.

Apontando que "há incertezas e pressões que subsistem sobre várias economias, como é o caso da portuguesa", o porta-voz lembrou a "reacção clara" do comissário Olli Rehn, no sentido de que as medidas adicionais apresentadas na última sexta-feira "podem permitir afastar essas incertezas" e "melhorar a posição de Portugal". Caso as medidas não sejam concretizadas, estimou que "as incertezas ameaçam persistir".

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