CDS a favor da redução da TSU mas diz que agora não é momento ideal para discutir o assunto

O CDS-PP manifesta-se favorável à redução da Taxa Social Única (TSU) mas considera que "uma campanha eleitoral e o limitado acesso, por parte da oposição, à informação fiscal, não são as melhores condições para dirimir" esta matéria "sensível".

A posição do CDS-PP consta do manifesto eleitoral do partido para as legislativas de 05 de Junho, divulgado hoje de manhã pelo presidente dos centristas, Paulo Portas, na sede do partido, em Lisboa.

O CDS "sempre foi favorável a medidas de redução da TSU, paga pelas empresas, já que "conceptualmente essa "desvalorização fiscal` ajuda o emprego e o crescimento", refere o documento, acrescentando que o "memorando subscrito pelo Estado português com a missão externa aponta, já em 2012, para uma redução da TSU, mas exige, como condição para ser medida elegível a neutralidade orçamental, fazendo menção de uma revisão de tabelas e taxas do IVA".

Na declaração que entregou às instituições, o CDS "colocou este ponto como carecendo de melhor solução" já que desejava evitar uma subida de taxa máxima do IVA para 25 por cento, acrescenta o manifesto eleitoral dos democratas-cristãos.

"Uma campanha eleitoral e o limitado acesso, por parte da oposição, à informação fiscal, não são as melhores condições para dirimir uma matéria que é sensível", consideram os centristas.

E a "prova disso é que se confundem medidas de reestruturação do IVA já previstas para 2012 (e consignadas à redução do défice em 410 milhões de euros) com a reestruturação do IVA para financiar a baixa da TSU", justificam.

"Convém sublinhar que as disponibilidades, através da reestruturação do IVA, já são limitadas pelo objectivo orçamental que o CDS se comprometeu a cumprir", conclui o manifesto eleitoral dos populares.

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