Assunção Cristas: Declarações de Ana Gomes são "inadmissíveis", "inqualificáveis" e de "baixo nível"

A vice-presidente do CDS-PP Assunção Cristas considerou hoje "inadmissíveis", "inqualificáveis" e de "baixo nível" as declarações da eurodeputada socialista Ana Gomes a propósito do líder democrata-cristão, Paulo Portas.

Assunção Cristas, que falava no Parlamento em nome do partido adiantou que o CDS-PP não tecerá a este respeito "qualquer comentário" adicional, mas que o líder do partido poderá, se o entender, adotar a este respeito "as diligências que entender necessárias".

"O CDS entende que as declarações da doutora Ana Gomes são inadmissíveis, inqualificáveis e não merecem da nossa parte qualquer comentário que seja de tal forma são de um baixo nível que não é admissível na política portuguesa", disse.

Em causa estão as declarações feitas hoje em Estrasburgo por Ana Gomes, que defendeu a exclusão do líder do CDS-PP do próximo Governo, afirmando que está em causa a "idoneidade pessoal e política" de Paulo Portas, fazendo um paralelo com o sucedido a Dominique Strauss Kahn.

"Penso que está em causa não obviamente a legitimidade politica do seu partido, CDS-PP, como resultou das eleições, em governar, em integrar a coligação governamental, mas do dr. Paulo Portas pessoalmente, por a sua idoneidade pessoal e política estarem em causa em face do seu comportamento em anteriores responsabilidades governamentais", disse Ana Gomes, apontando "o caso dos submarinos e outros casos".

Falando em Estrasburgo à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, a eurodeputada socialista, quando confrontada com o facto de Paulo Portas nunca ter sido condenado judicialmente e não haver assim nada que o iniba de integrar o futuro Governo, respondeu que "também não havia nada que inibisse o senhor Dominique Strauss Kahn de ser diretor do FMI".

"E, no entanto, toda a gente sabia que o senhor Dominique Strauss Kahn tinha comportamentos pessoais altamente reprováveis, que tinham repercussões na sua vida politica e profissional, e que poderiam ser comprometedores para o seu pais, que hoje passa por uma tremenda humilhação", afirmou.

Para Assunção Cristas, "em Portugal as pessoas são livres de dizerem o que entendem" mas, salientou, "não são livres de ofender o bom nome das outras pessoas e de fazerem declarações inadmissíveis e que não têm justificação".

Questionada sobre uma eventual ação judicial contra Ana Gomes, a deputada adiantou que isso "competirá" ao líder do CDS-PP -- "com certeza tomará as diligências que entender necessárias", comentou -, considerando: "Eu penso que é possível agir judicialmente. Com certeza que isso caberá ao doutor Paulo Portas saber de que forma quer atuar e está no seu âmbito de decisão pessoal saber como lidar com esta matéria".

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