Marcelo decide se Sócrates fala

Rebelo de Sousa diz que despacho do Freeport mostra que PGR "não manda" no Ministério Público.

O comentador político Marcelo Rebelo de Sousa disse ontem, no seu espaço de opinião na TVI, que o processo Freeport "não acabou, só agora vai começar: ainda falta a decisão do juiz de instrução que até pode chamar José Sócrates a responder às 27 perguntas".

Caso o juiz queira fazer ao primeiro-ministro as perguntas que os procuradores alegaram não ter tido tempo para fazer, a autorização passará também por Marcelo Rebelo de Sousa, pois, como o próprio lembrou ontem, o levantamento de imunidade passa pelo Conselho de Estado.

Rebelo de Sousa considera que o primeiro-ministro "se expôs muito na comunicação ao País" tendo elencado três "excessos de linguagem": a referência à família, ao MP como sendo uma entidade independente e por dizer que o licenciamento do espaço foi totalmente legal.

No entanto, Marcelo Rebelo de Sousa classificou como "bom para a democracia" que o primeiro--ministro não tenha sido arguido nem acusado no processo.

O ex-líder do PSD criticou ainda a acção do Ministério Público no processo, dizendo até que o despacho de acusação "dá a ideia" de que este organismo está sem "rei nem roque".

Marcelo Rebelo de Sousa dirige uma rude crítica ao procurador- -geral da República, Fernando Pinto Monteiro, dizendo que esta "é uma casa onde vê-se que o líder não manda. E devia mandar".

Sobre o facto de José Sócrates ter subido nas sondagens, Marcelo considerou que tal nada tem que ver com o processo Freeport, mas sim com "uma queda de Pedro Passos Coelho, que, ao baixar os valores, deixou que Sócrates se aproximasse mais". Para Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente do PSD "baixou nas sondagens devido ao projecto de revisão constitucional" que alimentou a agenda das últimas semanas.

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