Primo de Sócrates prestou declarações

José Paulo Bernardo Pinto de Sousa terá negado, ontem, às autoridades qualquer interferência no processo de licenciamento do 'outlet' de Alcochete.

Depois de uma carta anónima o ter envolvido no processo Freeport, José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo do primeiro-ministro, prestou, ontem de manhã, declarações no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). E terá negado qualquer ligação ao projecto do outlet de Alcochete - ou, sequer, ser o 'Bernardo' e o 'Gordo' referidos nos e-mails de administradores da Freeport - noticiou ontem o semanário Sol, na edição online.

As suspeitas sobre José Paulo Bernardo Pinto de Sousa foram levantadas na sequência de um e-mail entre Charles Smith e Manuel Pedro (ambos arguidos no caso), no qual o primeiro afirmou que, "tal como combinado com Bernardo", era preciso pagar alguma coisa a "Pinóquio".

Há ainda outro e-mail com referências a um "gordo". A ligação entre o nome Bernardo e José Sócrates foi feita, até mesmo porque Charles Smith chegou a dizer num DVD ter pago a um homem de confiança do então ministro do Ambiente. Mas, a identidade do misterioso "Pinóquio" ainda não foi apurada: Charles Smith, aliás, disse mesmo aos investigadores que era daquela forma que se referia ao seu contabilista. Carlos Guerra, ex-presidente do ICN, também arguido no processo, contou ao juiz de instrução que Manuel Pedro costuma usar aquela alcunha para designar José Manuel Marques (que foi assessor da Câmara de Alcochete e que é, também, arguido no processo).

Bernardo Pinto de Sousa, que tem estado ausente (no Brasil e em Angola) compareceu no DCIAP depois de as autoridades o terem notificado na semana passada, na sua residência.

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