Cândida Almeida: Investigação está "praticamente finda"

A directora do DCIAP disse hoje que a investigação do caso Freeport está "praticamente finda", estando pendente apenas de "alguns elementos" pedidos às autoridades britânicas que chegarão até ao final do ano e da conclusão dos relatórios periciais.

A investigação do caso Freeport "está na parte final", disse Cândida Almeida aos jornalistas em Lisboa, à saída da apresentação de um estudo na Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo Cândida Almeida, os relatórios periciais estão a ser concluídos e as autoridades inglesas estão a enviar os "poucos elementos" que ainda faltam para dar por terminada a investigação, afirmando que tudo deve estar concluído em Fevereiro ou Março.

Em Novembro passado, a procuradora-geral adjunta tinha afirmado que os "elementos" pedidos às autoridades inglesas são "documentos essenciais", nomeadamente "contabilidade da casa-mãe e e-mails trocados com portugueses", com os quais "é possível prever a conclusão" das investigações.

O projecto do centro comercial Freeport em Alcochete teve na sua origem o grupo económico inglês Freeport.

A Polícia britânica confirmou há algumas semanas que encerrou as investigações às suspeitas de corrupção neste caso.

O processo relativo ao Freeport investiga alegadas suspeitas de corrupção e tráfico de influências no licenciamento daquele centro comercial, em 2002, quando o actual primeiro-ministro, José Sócrates, era ministro do Ambiente.

São arguidos no processo Charles Smith (que esteve envolvido no licenciamento do Freeport), Carlos Guerra (ex-presidente do Instituto da Conservação da Natureza), José Dias Inocêncio (antigo presidente da Câmara de Alcochete), José Manuel Marques (antigo assessor da autarquia), Manuel Pedro (sócio de Charles Smith na empresa Smith & Pedro) e Eduardo Capinha Lopes (responsável pelo projecto de arquitectura).

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