NÃO SOMOS O QUE A OSMOSE NOS TORNA

O príncipe Felipe e a mulher, Letizia Ortiz, estavam a ver um jogo de basquetebol em Pequim. Foram cercados por jornalistas. Letizia foi estagiária no ABC (começou coerente com o seu futuro: um jornal monárquico) e acabou a apresentar o principal telejornal da TVE. Ela perguntou, com aquele franco falar próprio dos espanhóis, a um dos jornalistas: " E tu trabalhas para onde?" Respondeu o outro que para um jornal latino-americano. E não devia ser da imprensa cor-de-rosa porque devolveu a pergunta: quem era ela? Letizia deve ter ficado surpreendida, uma princesa de Espanha habitua-se a ser reconhecida, e respondeu: "Eu sou princesa." Tivesse ela sido torneira mecânica, num encontro de torneiros mecânicos, ela deveria ter dado essa condição nobre: "Fui torneira mecânica." Nós valemos pelo que fazemos, não o que a osmose nos torna. Gostaria de tê-la ouvido apresentar-se assim: "Eu fui jornalista." Depois podia ter acrescentado o resto, simples circunstância.

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