'El Jueves' satiriza novamente os príncipes

Primeira caricatura (2007) resultou em multa para os desenhadores. Príncipe Felipe e Letizia são alvo da revista satírica.

Por vezes coragem, persistência e muito humor, sempre, são as principais características da revista satírica espanhola El Jueves, que acaba de caricaturar novamente o príncipe Felipe e a sua mulher Letizia.


Como que inconformada com a condenação a uma multa de três mil euros para cada um dos desenhadores, Guillermo Torres e Manel Fontdevilla, pela caricatura de 18 de Julho de 2007 com o título "2500 euros por filho", que criticava a medida natalista adoptada pelo Governo de Zapatero, a revista El Jueves satirizou mais uma vez os príncipes das Astúrias. Só que agora com mais cuidado: pô- -los vestidos e a cama deu lugar a um barco.


Porém, uma provocação persiste: o diálogo continua o mesmo, com a nuance de o balão da fala de Letizia estar parcialmente tapado pela asa de uma gaivota, que passou, estrategicamente, pela frente (!).


No desenho, Felipe , por trás de Letizia , diz à princesa: "Dás-te conta? Se te engravidar, isto vai ser o mais parecido com trabalho..." [que já tive na vida..."] é a parte tapada pela a asa da ave marítima.


Relativamente à primeira caricatura, que chegou a implicar a apreensão da Jueves, os advogados anunciaram, em Junho, que iriam recorrer para o Tribunal Constitucional da sentença da Audiência Nacional (tribunal), que a 13 de Novembro de 2007 considerou que configurava "acto sexual explícito".


E o director da El Jueves, José Luís Mantín, estava a avaliar a possibilidade de ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo. "Estamos a falar do direito à liberdade de expressão e esse é um direito fundamental", explicou Luís Mantín, que recordou como a Audiência Nacional "rejeitou uma grande quantidade de provas" apresentadas pela publicação satírica.


O advogado dos autores da caricatura já tinha recorrido da sentença que impunha as multas de três mil euros, pedindo a sua nulidade e repetição da decisão. "Apresentámos cerca de 40 provas e aceitaram apenas uma", muitas delas eram opiniões de peritos em matéria de liberdade de expressão e nem mesmo assim olharam para elas", disse o advogado Jordi Plana.

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