Vítimas ou uma armadilha para Assange?

A história das duas mulheres suecas  que acusaram o fundador da Wikileaks de violação  e abuso sexual

Anna Ardin e Sophia Willen são duas suecas que Julian Assange deve lamentar ter conhecido. São elas que o acusam de violação e abuso sexual e a razão pela qual está detido no Reino Unido. Mas serão as duas mulheres vítimas de um homem que não sabe ouvir um "não" ou meras peças de uma armadilha montada para deter e calar o fundador da Wikileaks?

Assange conheceu Anna a 13 de Agosto, dois dias após chegar a Estocolmo. Fora convidado pelo Movimento da Irmandande a falar sobre jornalismo em tempo de guerra e concordara ficar na casa desta loira de 30 anos, que estaria fora da cidade. Mas ela voltou. Os dois jantaram e acabaram na cama. O preservativo rompeu-se quando mantinham relações sexuais, tendo Assange recusado parar.

No seminário, Assange conheceu Sophia, que terá feito tudo para chamar a atenção do australiano. A relação, que se tornou "íntima" numa ida ao cinema, não foi contudo consumada nessa noite. Assange tinha que ir a uma festa no apartamento, dada em sua honra e planeada por Anna. Mas os dois acabariam por se encontrar dois dias depois. Fizeram sexo naquela noite, com preservativo, e na manhã seguinte, sem protecção. Uma versão diz que ela estava a dormir, outra que ele recusou usar preservativo, como ela pedia.

Sophia temia estar grávida ou ter apanhado alguma doença e acabou por telefonar a Anna. E as duas descobriram que tinham sido ambas parceiras de Assange. A 20 de Agosto apresentaram queixa. A polícia concluiu que Anna foi vítima de abuso sexual e Sophia de violação. Assange diz ter mantido relações consensuais com ambas.

Ficam as dúvidas: porque é que Anna deu uma festa em honra de Assange e o manteve em casa se achava que tinha sido vítima de abuso? E porque tentou apagar do seu blogue um texto que ensinava as mulheres a vingarem-se legalmente de um amante infiel?

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