Apelo da mãe de Assange: "Não processem o meu filho"

Acossado pela justiça sueca por alegada violação de uma mulher, alvo de um mandado de captura internacional emitido pela Interpol, Julian Assange recebeu ontem a solidariedade pública da mãe, que dirige um teatro de marionetas na Austrália. "Não processem o meu filho", declarou Christine Assange em entrevista à TV australiana ABC, considerando "falso muito do que se tem escrito" sobre o fundador da WikiLeaks.

Pelo quarto dia consecutivo, cinco publicações internacionais - El País, Le Monde, Der Spiegel, The Guardian e The New York Times - difundiram ontem notícias com base em 251 mil telegramas diplomáticos confidenciais fornecidos pela WikiLeaks. Destaque para o interesse que os EUA mantiveram pelo processo de divórcio do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o seu casamento com Carla Bruni. Também foi tornado público que Washington se queixa de ver a sua embaixada em Caracas alvo da atenção de espiões cubanos, que agem "livremente" na Venezuela.

E houve novas reacções. Falando à CNN, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse que a democracia americana é mais imperfeita do que a de Moscovo, reagindo a um telegrama confidencial em que o chefe do Pentágono, Robert Bates, acusava a democracia russa de ter "desaparecido". E o primeiro-ministro britânico, David Cameron, assegurou que prefere ser "filho [político] de Margaret Thatcher do que de Gordon Brown", respondendo ao líder trabalhista, Ed Milliband, que o questionou sobre um comentário nesse sentido feito pelo embaixador americano em Londres.

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