Anonymous explica motivos de ataques cibernéticos e fundamentos do grupo

O grupo Anonymous, que está por detrás da onda de ataques a vários sites de empresas que cortaram relações com o Wikileaks, justificou esta sexta-feira as suas acções, que considerou pretenderem danificar a "imagem pública" dessas empresas.

Um representante do grupo garantiu que os ataques "continuarão o tempo que seja necessário" e que há cada vez mais apoio na rede para as suas iniciativas. "Não podemos indicar claramente quem são os nossos próximos alvos", frisou, referindo que os objectivos continuam a ser as presenças "corporativas" na Internet. "Estamos a visar agências ou organizações que censuraram o Wikileaks. Ou melhor, que têm uma agenda anti-Wikileaks", sublinhou o mesmo representante notando que "nem todos os que não gostam do Wikileaks censuraram o site".

Num comunicado difundido através do Twitter, o grupo insiste que a "Operation Payback" - que visou sites como os da Visa, Mastercard, Amazon y Paypal - "não tem como objectivo visar qualquer infraestrutura crítica" das empresas. "Visamos apenas os seus sites corporativos, ou seja, a sua face pública. É uma acção simbólica (...) uma expressão legítima de dissidência", refere o comunicado. No comunicado, o Anonymous explica que não se define como um grupo mas sim "como um espaço de encontro na Internet", com uma estrutura de comando "descentralizada" que "opera em ideias mais que em directivas". O representante rejeita que os membros do Anonymous estejam a realizar "qualquer ataque não autorizado a algo, ou a destruir seja o que for" quando visam os websites.

"Odiamos ser chamados hackers porque não somos hackers", afirmou o representante contactado pela Lusa. Os ataques estão a ser possíveis mediante a coordenação de milhares de computadores em todo o mundo, com um aumento significativo nos últimos dias, das descargas do programa "Loic" usado para essas acções.


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