Plano para prevenir catástrofes como o tsunami na Ásia frustra as expectativas

A mobilização de fundos para a implementação de um sistema de alerta avançado para maremotos no Pacífico é a principal medida aprovada na conferência da ONU sobre prevenção de desastres naturais que ontem terminou em Kobe, Japão. Faz parte de um plano de acção destinado a reduzir as vítimas e estragos provocados por catástrofes, mas que já foi criticado por não especificar em que moldes será feito o financiamento.

Marco Ferrari, de uma organização não governamental (ONG) suíça e que chefiou a equipa de redacção do plano, admitiu que alguns delegados possam estar desiludidos com o facto de não estarem definidos os meios de aferir o progresso das medidas. Contudo, defendeu: "Conseguimos o objectivo principal: o acordo sobre o modo de abordar e promover a cultura da redução do desastre", cita a Lusa. O plano, para dez anos, apela aos países para partilharem dados de previsão meteorológica com base em informações de satélite, elaborarem mapas de zona de perigo e definirem estratégias de resposta a desastres para as comunidades locais.

O encontro de cinco dias surge na sequência do maremoto de 26 de Dezembro, no Sudeste asiático, que vitimou 226 mil pessoas, mais de 166 mil na Indonésia.

As ONG queixam-se das pressões do Executivo indonésio que condicionam a ajuda humanitária. "É muito difícil fazê-lo devido ao excessivo controlo político", afirmou Masakiyo Murai, director de uma ONG japonesa, em Kobe.

As autoridades de Jacarta exigem aos trabalhadores das organizações humanitárias e aos jornalistas estrangeiros na província separatista de Aceh que sejam acompanhados por soldados, por segurança. A atitude é interpretada como "controlo" para impedir ajuda à guerrilha separatista.

Aceh serviu de exemplo a um encontro de ministros da Educação da UE, ontem em Paris, que defenderam a importância do ensino na ajuda às vítimas. Na ilha, 25% das escolas ficaram destruídas.

Em Portugal (Viseu e Porto) e em Inglaterra (Londres) realizaram-se ontem espectáculos de solidariedade para com as vítimas. As receitas destinam-se a ONG.

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