Pelo menos 11 brasileiros mortos no Haiti

A Cruz Vermelha internacional estima que três milhões de pessoas tenham sido afectadas pelo sismo ocorrido ontem no Haiti, mas o balanço das vítimas mortais ainda está longe de poder ser feito. Algumas vítimas mortais vão sendo identificadas: é o caso de uma médica pediatra e 10 capacetes azuis brasileiros.

Cinco brasileiros mortos

Quatro capacetes azuis brasileiros da Força de Estabilização da Nações Unidas no Haiti morreram no terramoto, confirmou hoje o general Carlos Alberto de Barcelos, chefe de comunicação da Armada brasileira. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a médica pediatra Zilda Arns estava no Haiti para reuniões e também morreu. A médica foi fundadora da Pastoral da Criança, organismo brasileiro de cariz social.

Os militares brasileiros mortos são o tenente Bruno Ribeiro Mário, o Sargento Davi Ramos de Lima, o Sargento Leonardo de Castro Carvalho, os cabos Douglas Pedrotti Neckel, Washington Luis de Souza Seraphin e Arí Dirceu Fernandes Júnior, o coronel Emílio Carlos Torres dos Santos, os soldados Tiago Anaya Detimermani, Antonio José Anacleto e Kleber da Silva Santos, e o subtenente Raniel Batista de Camargos.

Segundo o centro de comunicação do Exército, as mortes ocorreram fora da base do comando do batalhão do Exército brasileiro no Haiti, cujo prédio não sofreu grandes estragos. "É possível que tenhamos mais mortes", indicou ainda o coronel Eduardo Cypriano, subchefe da comunicação do Exército.

Vítimas haitianas

O presidente do Haiti, René Préval, disse hoje em entrevista ao Miami Herald que temia a existência de "milhares" de vítimas mortais. Apesar de já terem sido recolhidas centenas de corpos, ainda não foi possível apresentar um balanço decisivo.

O arcebispo de Port-au-Prince, monsenhor Serge Miot, morreu no violento sismo que atingiu o Haiti na terça-feira e o corpo foi encontrado sob os escombros do arcebispado, noticiou hoje a agência de informação religiosa Misna.

UNESCO sem notícias dos 14 funcionários

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) informou hoje que está sem notícias dos 14 funcionários que trabalham no Haiti desde o violento sismo de terça-feira.

[Em actualização]

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