AMI prepara intervenção e teme "grande número de mortes"

A AMI (Assistência Médica Internacional) em Portugal prepara, esta tarde, uma reunião no sentido de analisar as informações que chegam dos seus parceiros no Haiti, bem como para definir o tipo de intervenção da AMI no país, avançou ao DN Anastácio Neto da organização.

Quem esteve recentemente no Haiti foi Fernando Nobre, responsável pela AMI. Em declarações à Rádio Renascença o presidente da Assistência Médica Internacional disse temer que este terramoto possa provocar um grande número de mortes.

À Antena 1 Fernando Nobre adiantou que “numa primeira fase as operações vão centrar-se no apoio de equipas médicas, na montagem de tendas, distribuição de alimentos e tratamento de água.

Nos estúdios da SIC notícias explicou que “se o epicentro do terramoto foi junto à costa da capital – que é à beira-mar – tendo em conta que aquela cidade é atafulhada de gente, uma densidade populacional muito grande. Sobretudo pensando nos morros que a envolvem, onde se amontoam centenas de milhares de pessoas em condições precárias, tipo favelas ou bairros de lata, suspeito que possa haver milhares de mortos, com as derrocadas de mortos”.

Contactado pelo DN, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português afirmou não ter qualquer informação sobre se há vítimas entre os portugueses residentes no Haiti.

Ajuda Europeia

A Comissão Europeia vai enviar uma primeira ajuda imediata de três milhões de euros para o Haiti e activou o sistema europeu de gestão de crises, já anunciou o seu porta-voz Pia Ahrenkilde Hansen.

Segundo o porta-voz da Comissão Europeia um especialista – que irá avaliar as necessidades – já está a caminho da capital haitiana, Port-au-Prince.

A Espanha, por seu lado, que tem 41 polícias a integrar a missão das Nações Unidas no país está a preparar um envio urgente de ajuda humanitária para o Haiti que deverá partir do Panamá, onde a agência espanhola de cooperação tem uma base logística.

A Espanha está, por isso, em coordenação com a ONU e com o presidente em exercício da União Europeia, que neste momento é Jose Luiz Zapatero.

Mas qualquer envio depende das condições em que se encontre o aeroporto de Port-au-Prince. Sabe-se, no entanto, que o aeroporto poderá ser aberto ainda hoje no sentido de receber ajuda humanitária.

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