Japão: ONU diz que radiação libertada é inofensiva

A baixa intensidade da radiação libertada nas centrais nucleares japonesas e as medidas de prevenção tomadas pelas autoridades permitem afastar, de momento, qualquer efeito na saúde humana, afirmou hoje o comité científico da ONU sobre o assunto.

"De momento, do ponto de vista da saúde pública, não estamos preocupados", assegurou à agência noticiosa espanhola EFE Malcolm Crick, do secretariado do Comité Científico da ONU sobre os Efeitos da Radiação Atómica (UNSCEAR) em Viena. De acordo com este especialista, a informação de que se dispõe até agora indica que "todas as emissões (radioactivas) que ocorreram foram de um nível muito baixo".

Assinalou que uma pessoa teria que estar 12 a 15 horas na zona afectada, no momento de maior emissão, para receber a radiação equivalente a um exame radiológico do tipo de uma TAC (tomografia axial computadorizada). "São níveis acima do normal, mas que em nenhum caso representam uma ameaça para a vida", explicou.

"Não prevemos qualquer impacto na saúde humana", disse Crick, embora reconhecendo que "a situação ainda é muito grave" e que é preciso seguir o caso cuidadosamente até que a situação nas centrais volte a estar sob controlo.

No sábado e hoje ocorreram duas explosões de hidrogénio na central Fukushima Um (nordeste), no Japão, onde sexta-feira se registou um forte sismo seguido de um tsunami.

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