NATO estuda possível intervenção nas operações militares

Os países da NATO estão hoje, domingo, em Bruxelas, a tentar planear uma possível intervenção militar na Líbia, mas até agora não decidiram se será levada a cabo, segundo fontes da organização.

Os embaixadores dos 28 parceiros da Aliança, cujos membros têm opiniões divergentes sobre uma possível acção armada contra o regime de Muammar Kadhafi, estão reunidos em Bruxelas com os planos elaborados pelas autoridades militares sobre a mesa.

O objectivo da NATO continua a ser fechar esta noite essa planificação, ficando pronta para agir, se assim for decidido, nos próximos dias. "Hoje não se espera, contudo, uma decisão sobre a ativação dos planos ", disse uma fonte da NATO, citada pela agência espanhola EFE.

A participação formal da NATO na operação das forças aliadas contra alvos militares estratégicos na Líbia pode ser dificultada pela posição da Turquia e Alemanha, dois membros que até agora se opõem ao uso da força e deixaram claro que as suas forças não irão intervir.

O governo britânico já disse que espera que a Aliança Atlântica substitua os EUA no controle das operações militares internacionais para aplicar a resolução da ONU, que autorizou uma zona de exclusão aérea na Líbia.

Depois de uma primeira vaga de ataques, no sábado, com o envolvimento de meios militares da França, EUA e Reino Unido, hoje houve uma segunda intervenção militar das forças aliadas contra as forças do líder líbio Muammar Kadhafi. A armada dinamarquesa confirmou que quatro caças F-16 deste país participaram nas operações da coligação e regressaram, a salvo, à base de Sigonella, na Sicília.

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