Egipto pede congelamento dos bens de Mubarak

O pedido judicial abrange igualmente os familiares mais próximos do antigo chefe de Estado egípcio, como a sua mulher Suzanne, os seus dois filhos, Alaa e Gamal, e as respectivas mulheres.

O Egipto pediu hoje formalmente o congelamento dos bens do seu ex-Presidente Hosni Mubarak no estrangeiro, anunciou hoje o Na passada segunda-feira, as autoridades egípcias já tinham solicitado a alguns países europeus, como o Reino Unido e a Alemanha, para congelarem os bens de ex-responsáveis egípcios, mas, na altura, não mencionaram o caso específico de Hosni Mubarak. Hoje, segunda-feira, o procurador-geral egípcio, Abdel Méguid Mahmoud, anunciou que foi feito o pedido formal.

O antigo Presidente encontra-se actualmente na estância balnear egípcia Sharm el-Sheikh, onde tem uma residência, segundo o governo egípcio. Em declarações à agência noticiosa estatal Mena, o "representante legal" de Hosni Mubarak desmentiu "categoricamente" as informações divulgadas pelos media nacionais e internacionais sobre o património do antigo líder egípcio.

O património da família do antigo Presidente egípcio poderá situar-se entre os 40 e os 70 mil milhões de dólares (29 a 51.500 milhões de euros), segundo estimativas avançadas pelos media norte-americanos, que citaram especialistas.

As mesmas fontes asseguraram que o dinheiro de Mubarak está, em grande parte, em bancos localizados fora do Egito, possivelmente no Reino Unido e na Suíça.

A família de Mubarak também tem propriedades em Londres, Paris, Madrid, Dubai, Washington, Nova Iorque e Frankfurt, segundo uma informação da IHS Global Insight, empresa que faz análises económicas e financeiras.

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