'Starko': o lado B do Presidente

Quantos presidentes cabem no Presidente Nicolas Sarkozy? Esta é a pergunta a que Karl Zero - nome artístico de Marc Tellenne - tenta responder no filme Starko. Depois de ter ganho um César [Óscar francês] com o documentário Na Pele de Jacques Chirac e de ter surpreendido a campanha para as presidenciais com o filme Ségo e Sarko Estão no Mesmo Barco, este jornalista irreverente, de 46 anos, volta à carga depois de visionar centenas de horas de programas de televisão. Virando o feitiço contra o feiticeiro, Zero consegue desorientar todos os conselheiros de imagem ao fazer o próprio Sarkozy (a voz de um imitador) comentar as peripécias de um ano no poder, da investidura ao lado de Cecília à megaconferência de imprensa, em Janeiro, marcada pela declaração de amor a Carla. "Penso que o próprio Sarko-zy morre de inveja de não ter comentado o filme", afirmava há dias o homem celebrizado pelo programa Le Vrai Journal, no Canal +, ao qual a vitória de Sarkozy terá posto termo há um ano. Inconveniente, a lógica de Karl é simples: é nos deslizes que os homens políticos revelam a sua verdadeira identidade. No seu próximo documentário, com estreia marcada para Outubro, tenciona vasculhar os arquivos do Presidente norte-americano, George W. Bush, que considera "um verdadeiro actor internacional".

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