PP perdeu um milhão de votos em dois meses

Rajoy marca reunião para preparar congresso dos dias 20, 21 e 22 de Junho

Fruto de uma grave interna, o Partido Popular espanhol perdeu um milhão de votos em quase dois meses e viu a distância que o separa do partido no poder, o PSOE, aumentar de três para seis pontos percentuais, indicou ontem o barómetro do Centro de Investigacionais Sociológicas - o primeiro divulgado após as eleições legislativas de 9 de Março.

Assim, refere a sondagem, os socialistas recolhem agora 43,6% das intenções de voto dos espanhóis, enquanto os populares têm 37,6%. Nas legislativas a vitória do PSOE foi por cerca de um milhão de votos. A duplicação da sua vantagem sobre a oposição significa que o PP pode ter perdido mais um milhão.
Esta descida nas sondagens, lembraram ontem os media espanhóis, só é comparável à de 2004, quando os populares perderam as eleições e José Luis Rodríguez Zapatero retirou as tropas espanholas do Iraque - guerra em que a Espanha entrara pela mão de José María Aznar.

O antecessor de Mariano Rajoy é agora um dos seus críticos, no PP, embora tente dar a impressão de que está retirado da política espanhola. Na lista dos que dão Rajoy como um líder ultrapassado estão também nomes como Esperanza Aguirre (presidente da Comunidade de Madrid), Jaime Mayor Oreja (presidente do PP no Parlamento Europeu) ou María San Gil (presidente do partido no comunidade do País Basco).

Além disto foram vários os políticos "aznaristas" que anunciaram o abandono dos seus cargos, como Eduardo Zaplana e Ángel Acebes, acções vistas como tentativas de enfraquecer Rajoy antes do Congresso Nacional do partido em Valência.

Alberto Ruiz-Gallardón, o presidente da Câmara de Madrid, que é um dos políticos mais populares em toda a Espanha e era visto como um dos seus possíveis rivais, surge agora como um dos aliados de peso do actual líder da oposição espanhola.

Apesar de tudo, Rajoy quer forjar uma imagem de consenso, tendo convocado para segunda-feira uma reunião do partido destinada a aprovar os trâmites do congresso marcado para 20, 21 e 22 de Junho. E a verdade é que, até ao momento, a única candidatura à liderança do PP que existe oficialmente é a sua.

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