"Troika deixou o ovo para Governo chocar", diz Jerónimo

Secretário-geral do PCP critica documento de estratégia para o crescimento apresentado pelo Executivo e ironiza sobre Carlos Moedas, o homem que diz ser de "fraca figura".

"Esta data [17 de maio] é isso mesmo, uma data, porque a intervenção, a ingerência [da troika] mantém-se." Foi desta forma que Jerónimo de Sousa começou por criticar o "adeus" aos credores externos e o documento de estratégia para o crescimento a médio prazo apresentado este sábado pelo Governo. De acordo com o secretário-geral do PCP, que falava num almoço de campanha em Queluz perante centenas de apoiantes da CDU, tratou-se, isso sim, "de um ato de propaganda falhado" de um Executivo que "está muito contente com o que fez" ao País.

Por isso, referiu Jerónimo de Sousa não se verificará um ponto final no programa, antes pelo contrário. "A troika deixou cá o ovo da política de direita para que este Governo a choque", observou o líder comunista, elencando vários aspetos que considera negativos para o futuro do País.

E, lançada a primeira farpa, passou ao ataque ao secretário de Estado Adjunto do Primeiro-ministro, responsável pela monitorização do resgate, cuja "fraca figura" satirizou. "É de homem levar por diante o ímpeto reformista. Mas é, isso sim, camaradas, um ímpeto destruidor", sublinhou. E prosseguiu: "Quando eles dizem que não podemos parar esse ímpeto destruidor, nós dizemos: 'Ai podemos, podemos, os portugueses podem!"

Daí ao apelo ao voto nas europeias de dia 25 foi um instante: "Assumam o papel de candidatos, de ativistas, tragam mais uma pessoa para votar". E, pelo meio, um novo recado à "Aliança Portugal", que diz concorrer ao Parlamento Europeu "fragilizada" e "hostilizada". "Eles vão perder", prognosticou.

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