Seguro acusa PSD de usar tática de Salazar

Criticado pelo PSD por alegadamente ter falado mal de Portugal no estrangeiro, Seguro sublinhou que diz fora o mesmo que diz dentro do país, porque, justificou, a melhor maneira de defender Portugal não é mentir sobre a situação dos portugueses, mas falar a verdade. "Quero dizer que me lembro dos pais e amigos dos meus pais e, de ler mais tarde, que essa era a tática da ditadura o de considerar maus patriotas aqueles que divergiam de Salazar e do seu Governo quando diziam ou ousavam afirmar que o nosso país precisava de democracia", salientou.

O secretário-geral do PS afirmou, ontem, no Porto, que o Governo contratou e acordou com a 'troika' novos cortes e que quer a cumplicidade do PS na política do empobrecimento, mas que "nunca a terá".

"Eu direi com toda a clareza que cumplicidade do PS para a política do empobrecimento o primeiro-ministro nunca terá", frisou António José Seguro durante a apresentação da candidatura de Francisco Assis às eleições europeias de 25 de maio.

O PS, salientou o líder do partido, está disponível para fazer "todas" as reformas necessárias, desde que, correspondam ao equilíbrio das contas públicas.

O socialista referiu que o país está hoje "mais pobre" e que o Governo tentou enganar os portugueses com a "ladainha do consenso" elaborando um guião para a reforma do Estado, ladainha que agora regressou.

"O Governo para esconder ou tentar esconder e enganar os portugueses lançou a maior campanha de propaganda de que há memória na nossa democracia e, mais, está a fazer gestão eleitoral das contas públicas para iludir ou tentar iludir os portugueses e recorre a tudo, a manipulações, a manobras, numa grande campanha de propaganda e comunicação como não há memória desde o 25 de abril de 1974", realçou.

António José Seguro frisou que o Governo não quer falar de resultados porque não tem resultados positivos para apresentar, apesar de ter imposto "pesados" sacrifícios aos portugueses e o "dobro" da austeridade.

Por esse motivo, disse, o primeiro-ministro e os seus candidatos refugiam-se no passado e atacam o PS e a sua liderança.

"O país está mais pobre, mais desigual e os sacrifícios não contribuíram para a consolidação das contas públicas", julgou o socialista.

Na sua opinião, o Governo de Pedro Passos Coelho falhou o programa de ajustamento e criou um programa de empobrecimento com a assinatura do CDS-PP.

Criticado pelo PSD por alegadamente ter falado mal de Portugal no estrangeiro, António José Seguro sublinhou que diz fora o mesmo que diz dentro do país, porque, justificou, a melhor maneira de defender Portugal não é mentir sobre a situação dos portugueses, mas falar a verdade.

"Quero dizer que me lembro dos pais e amigos dos meus pais e, de ler mais tarde, que essa era a tática da ditadura o de considerar maus patriotas aqueles que divergiam de Salazar e do seu Governo quando diziam ou ousavam afirmar que o nosso país precisava de democracia", salientou.

Para derrubar o Governo, o líder socialista apelou ao voto no PS para pôr fim ao caminho "errado" com que este tem guiado o país.

E, acrescentou, o PS não precisa de escrever manifestos "à pressa".

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