PS quer "remover maioria" atual na Europa e no País

Socialistas apresentaram manifesto eleitoral em que assumem que querem "transformar o protesto num projeto" e que o que propõem para a Europa é "no essencial" o que propõem para Portugal.

Num fim de tarde ventoso desta quinta-feira, no jardim da sua sede no Largo do Rato, em Lisboa, o PS apresentou o seu manifesto eleitoral às eleições europeias, reclamando a necessidade de "remover" a maioria "liberal e conservadora" que governa na Europa e o "governo extremista" que está no poder em Portugal.

Se o documento de 32 páginas já assume claramente uma vontade dos socialistas fazerem das eleições de 25 de maio a antecâmara das legislativas de 2015 (ver texto relacionado), na apresentação do manifesto, António Vitorino, o mandatário da lista, e Francisco Assis, o candidato n.º 1 do PS, traduziram-no por palavras das duas únicas intervenções registadas na sessão.

"Não há comportamentos estanques entre política europeia e política nacional", assumiu Vitorino, numa expressão que Assis retomaria. "Não estamos perante situações estanques", disse o cabeça de lista, "no essencial" o que o manifesto "propõe para a Europa é o mesmo que propõe para o país", que Francisco Assis disse estar "ávido de confiança e esperança". E acrescentou: "O país sabe que é mais forte que esta crise e as políticas que em nome da crise foram aplicadas e tiveram apenas o efeito de acentuar essa mesma crise."

O candidato socialista rematou dizendo que quer "constituir uma nova maioria de progresso em Portugal e na Europa". Primeiro, nas eleições europeias de 25 de maio, mas também depois com uma "futura maioria legislativa".

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