PM italiano teme eleição mais antieuropeia de sempre

O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, afirma, em entrevista concedida a seis jornais e que é hoje publicada pelo El País, que existe um risco grande de que, em maio, seja eleito o Parlamento Europeu "mais antieuropeu da história".

"O mais provável é que, em alguns dos grandes países e também nos mais pequenos, encontremos um crescimento de todos os partidos e movimentos eurocéticos e antieuropeus com um efeito muito negativo e perigoso", apontou.

Para Letta, "é urgente uma grande batalha europeísta, a Europa dos povos contra a Europa dos populismos: isto é o que está em jogo nos próximos seis meses", disse.

O primeiro-ministro italiano defende a "unificação do presidente da Comissão Europeia e do Conselho Europeu numa única figura" e a abolição de todas as siglas "incompreensíveis para todos".

Face à aproximação das eleições de maio de 2014 para o Parlamento Europeu, Enrico Letta considera como fundamental que a "Europa levante a bandeira da luta contra o desemprego juvenil, a torne numa luta europeia".

"Nos últimos dez anos teorizou-se que a Europa não devia ter mais indústrias, que bastavam as finanças e os serviços. A questão agora é como reindustrializar da forma mais avançada, procurando dar trabalho aos nossos jovens. E também há a questão da imigração. Com uma gestão equivocada do problema poderão perder-se as eleições europeias", alertou.

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