João Ferreira: "CDS é o seis ou a meia dúzia?"

Cabeça de lista da CDU vira agulhas e aponta a "irrevogáveis declarações" de Paulo Portas quando, há cinco anos, ainda fazia oposição ao Governo de José Sócrates.

Se até aqui a campanha de João Ferreira tem sido muito marcada por ataques ao PS, o discurso desta sexta-feira, em Guimarães, foi muito virado para Paulo Portas. O cabeça de lista da CDU até recuou cinco anos para criticar o agora vice-primeiro-ministro e o CDS, que acusa de fazer discursos diferentes quando são oposição e, por outro lado, quando assumem funções executivas.

E João Ferreira prosseguiu para reforçar as críticas: "Olhando para esta irrevogável declaração deste irrevogável ministro, o que pensar? Também o candidato Nuno Melo perguntou se PS e PSD são como o número seis e a meia dúzia, ou seja, a mesma coisa." Por isso, desafiou os centristas: "Dá vontade de perguntar: 'E o CDS, será o seis ou a meia dúzia?'"

Traçando um diagnóstico ao distrito de Braga e ao País, o cabeça de lista enfatizou a estagnação da atividade económica, criticou os Governos de Passos e Sócrates por não terem cumprido os acordos firmados em sede de concertação social - caso contrário o "salário mínimo nacional estaria nos 578 euros" - e criticou o facto de as três maiores fortunas do País terem crescido 19% durante o período de assistência financeira da troika.

Já a deputada Carla Cruz, que também integra a lista da CDU que se candidata a Bruxelas/Estrasburgo, denunciou uma situação envolvendo o diretor da Segurança Social de Braga, que terá, segundo afirmou na sua intervenção, convidado as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do distrito a participar numa ação de campanha da coligação "Aliança Portugal".

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