Precisam-se políticos de consenso, avisa Portas

O líder do CDS-PP afirmou este sábado que o resgate financeiro revela a necessidade de Portugal ter dirigentes políticos "com capacidade de entendimento, com capacidade de compromisso e com capacidade de consenso".

Paulo Portas intervinha na sede do partido para assinalar "o 17 de maio", quando termina o programa de ajuda externa a Portugal e tendo em fundo o relógio inaugurado há meses para fazer essa contagem decrescente e que agora estava a zeros.

"Há uma lição que fica destes três anos: é uma pena que certas reformas" necessárias ao País, desde logo para ter uma economia mais flexível, "tenham acontecido" não por vontade soberana dos portugueses "mas por imposição externa", lamentou Paulo Portas.

Daí a conclusão sobre a necessidade de haver líderes políticos predispostos ao consenso, algo que tem justificado apelos frequentes de figuras públicas e do Presidente da República, mas que parece estar afastado do horizonte dos atuais dirigentes partidários.

Portas disse também que "acabou definitivamente o tempo" de os partidos fazerem promessas eleitorais "sacrificando as próximas gerações", pelo que "a pergunta que se coloca" (a uma semana das eleições europeias e a um ano das legislativas) ao líder do CDS é a seguinte: "Quem garante que não voltaremos a cair nas causas, nas políticas que tornaram inevitável" o resgate de 2011?

O líder do CDS concluiu a sua intervenção acusando o ex-primeiro-ministro e antigo líder do PS José Sócrates de ter sido "o pai do resgate, o padrinho da troika e o responsável por tanto sofrimento dos portugueses".

Ler mais

Exclusivos