Podemos torna-se o partido mais seguido nas redes

O movimento cidadão espanhol Podemos, quarta força mais votada nas eleições europeias de domingo passado, tornou-se em menos de uma semana o partido mais seguido nas redes sociais em Espanha.

Com apenas quatro meses de vida, o fenómeno Podemos continuar a marcar o debate político em Espanha, consolidando a sua presença nas redes sociais onde uma equipa voluntária de 15 estudantes administrar a 'marca' política.

Tanto no twitter (203 mil seguidores) como no facebook (403 mil seguidos), o perfil do Podemos superou os do PP (141 mil) do PSOE (140 mil), da UPyD (83 mil) e da Esquerda Unida (63 mil).

"Ninguém relacionado com o mundo da comunicação esperava isto", disse, citado pelo jornal El Pais, Gustava Entrala, criador da conta do papa no twitter e diretor da agência de comunicação 101.

O líder do Podemos, Pablo Iglesias, consolidou também a sua influência nas redes sociais, tanto em Espanha como no resto da Europa, com mais de 336 mil seguidores no twitter.

Alguns dos 'tweets' de Iglesias foram partilhados mais de 2.000 vezes o que implica que chegaram, potencialmente, a mais de 750 mil pessoas, números que nenhum partido espanhol conseguiu até agora.

A estratégia vem da campanha eleitoral quando a equipa de redes sociais da Podemos estudava que palavras e termos usar, muitos dos quais se tornarem 'trending topics', entre os mais comentados do dia na rede twitter.

Liderado por Pablo Iglesias, um professor universitário que nos últimos meses se tornou num dos comentadores mais críticos do atual modelo económico europeu, o movimento Podemos obteve 1,5 milhões de votos (9,86%) e conseguiu eleger seis deputados, no domingo.

Com apenas quatro meses de vida, o Podemos surge como um dos movimentos herdeiros dos protestos conhecidos como 15M, que durante vários meses ocuparam a Puerta del Sol em Madrid.

A surpresa do resultado suscitou já comentários de praticamente todos os partidos, com reações que vão desde o insulto e crítica a ofertas de pactos políticos.

ASP // PJA

Ler mais

Exclusivos

Premium

Líderes

A União Europeia e a crise dos três M. May, Macron e Merkel

Já lhe chamam a crise dos três M. May, Macron e Merkel, líderes das três grandes potências da UE, estão em apuros. E dos grandes. Numa altura em que, a poucos meses das eleições para o Parlamento Europeu, florescem populismos e nacionalismos de toda a espécie, pela Europa e não só, a primeira-ministra do Reino Unido, o presidente de França e a chanceler da Alemanha enfrentam crises internas que enfraquecem a sua liderança e, por arrastamento, o processo de integração da UE.