CDU assume objetivo de eleger três eurodeputados

João Ferreira eleva a fasquia num comício em Alpiarça e não fecha a porta a que a coligação PCP/PEV consiga um quarto representante no Parlamento Europeu.

Depois de muita insistência da parte dos jornalistas, a CDU assumiu esta segunda-feira ao que vai nas eleições europeias do próximo domingo. A fasquia, segundo João Ferreira, está agora na eleição de três eurodeputados.

"É fundamental que, perante a real possibilidade de a CDU poder eleger o seu terceiro deputado, cada um sinta que fez tudo para que essa possibilidade se transforme numa realidade", atirou o cabeça de lista na noite deste segunda-feira, num comício em Alpiarça. Ou seja, no cenário traçado também Miguel Viegas (PCP) acompanharia João Ferreira e Inês Zuber na "viagem" até Bruxelas.

"Está ao alcance dos trabalhadores e do povo, de todos quantos não desistem de alcançar um futuro melhor, ampliar esta corrente de confiança na CDU. É importante que cada um marque uma posição forte no próximo dia 25, com o seu voto na CDU, que cada um não deixe que o seu descontentamento e a sua revolta se encaminhem para o mar inconsequente da abstenção, que engrossem o caudal deste rio que pode abrir caminho a uma verdadeira e genuína mudança na vida nacional", apelou.

Na intervenção de maior fulgor desde que está na estrada, João Ferreira que falava no histórico Clube Desportivo "Os Águias" foi mais longe, não descartando a eleição de um quarto representante na Europa, neste caso a ecologista Manuela Cunha, do distrito de Santarém, presente na ação que encerrou o dia de campanha.

Num discurso em crescendo, o candidato destacou ainda que a CDU "é a força que avança e que está em melhores condições para ser uma alternativa aos partidos do arco da dívida", numa primeira alfinetada ao BE nesta campanha eleitoral.

Quanto ao voto útil no PS, uma certeza: Votar nos socialistas foi e é "exatamente a mesma coisa que votar no PSD ou votar no CDS".

O candidato insistiu também numa Europa que "recuse o federalismo e aceite o princípio de "um país, um voto'", de forma a contrariar a realidade atual em que "seis países em 28 têm no Conselho (Europeu) 70% dos votos", enquanto Portugal tem um sétimo do poder de voto que tem a Alemanha.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.