Ferreira Leite: "castigo" eleitoral não será "drama"

A ex-presidente do PSD revelou esta manhã, ao lado de Paulo Rangel, que "sem dúvidas nenhumas" irá no domingo "votar na Aliança Portugal". Alerta, no entanto, para o "castigo" ao Governo que as europeias costumam significar

Manuela Ferreira Leite declarou esta manhã o apoio à coligação PSD/CDS às Europeias, dizendo que vai "votar na Aliança Portugal" e que acredita que este "vai conduzir à eleição de candidatos que eu considero muito competentes, com uma experiência enorme, pelo menos os que estão aqui comigo [Paulo Rangel e Nuno Melo], nos trabalhos do Parlamento Europeu",

Porém, a ex-líder do PSD alerta que "em qualquer tipo de eleição há sempre a ideia do castigo e normalmente as eleições europeias têm demonstrado que isso é assim e, portanto, daí não poderemos fazer grande drama. Não devemos fazer nenhum drama".

Questionada pelos jornalistas sobre uma eventual contradição por criticar semanalmente o Governo e agora apoiar a coligação, Ferreira Leite lembrou: "Eu sou deste partido. E, independentemente de discordar de algumas posições, o meu voto será sempre com certeza neste partido".

Apesar de considerar "natural" que os eleitores optem por dar um "castigo" através do voto, a ex-líder defende que independentemente de "qualquer tipo de castigos que alguém queira dar no dia das eleições, esse castigo nunca deve passar pela ausência na eleição que se está a verificar nesse dia". Para Manuela Ferreira Leite, que se mostrou assim preocupada com a abstenção, os portugueses "não se devem demitir da sua função de análise e de avaliação do trabalho, e da seleção e da escolha das pessoas para determinado lugar. Votem em A, votem em B, mas votem".

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