Farage "bebe e fuma demasiado", diz a sua mulher

A mulher de Nigel Farage, o líder do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), vencedor das eleições europeias de domingo no Reino Unido, revelou ao The Daily Telegraph a sua preocupação pelo marido, que "fuma e bebe demasiado". Kirsten Farage falou também da mágoa que as acusações de racismo durante a campanha provocaram em Nigel Farage.

Na que o Daily Telegraph garante ser a sua primeira entrevista a um jornal, Kirsten Farage, a mulher de Nigel Farage, o líder do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), revelou a sua preocupação pelo estilo de vida do marido, que "fuma e bebe demasiado". A mulher do líder do UKIP afirmou que o estilo de vida do marido, que salta refeições e vive da adrenalina, terá consequências negativas: "Ele não dorme muito, não descansa muito, vive muito da adrenalina, não faz refeições regulares, agora começo a parecer mãe dele, e ele fuma e bebe demasiado". Kirsten, que conheceu Nigel em 1997 e casou com ele em 1999, disse "ter achado muito bem que ele tivesse um hobby. Nunca pensei que se tornasse nisto".

Descrevendo-o como um "bom homem", a mulher de Nigel Farage revelou um lado mais desconhecido do marido: "Quando ele está fora, por aí, é barulhento, extrovertido e tudo o mais. Mas [quando] chega a casa tem de relaxar, cortar a relva e pôr o lixo".

Kirsten Farage não é uma desconhecida para os britânicos, ficou famosa sobretudo depois da polémica por receber 27 mil libras (33 343 euros) anuais dos subsídios parlamentares do marido pelo seu trabalho como secretária. Kirsten contou como o horário de trabalho necessário é muito diferente do que seria um horário normal e como o marido precisa da sua ajuda por não saber trabalhar com computadores, descrevendo-o como "tecnologicamente iletrado". O Parlamento Europeu já declarou que esta prática terá de acabar, pelo que Kirsten deixará de ser paga.

Acerca das acusações de racismo de que o marido é alvo, que tiveram origem em alegações que atribuíam 7% da criminalidade na União Europeia aos grupos romenos, a mulher do líder do UKIP afirma: "Magoa-o ser atacado pessoalmente, mas não me faz sentir desconfortável porque eu sei que ele não é racista".

Outra questão polémica abordada na entrevista foram as alegações, por parte da eurodeputada Nikki Sinclaire, de um caso extra-conjugal de Nigel Farage com a porta-voz Annabelle Fuller. Kirsten Farage afirmou não acreditar nas alegações que descreveu como "ultrajantes".

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