Europeias são antecâmara das legislativas, assume PS

Socialistas pedem o voto dos portugueses para mudar "o governo da Europa e o governo do país", no manifesto eleitoral para as europeias de 25 de maio, apresentado esta quinta-feira na sede do partido, em Lisboa.

"O primeiro passo será o de colocar no Parlamento Europeu e na Comissão Europeia pessoas de confiança e com visão", lê-se no documento, acrescentando que "o passo que tem de se seguir, e é urgente, é o de mudar o governo de Portugal".

A esta vontade do PS - que aponta as eleições europeias como a antecâmara das legislativas de 2015 - seguem-se 18 páginas de propostas nas mais variadas áreas que os socialistas definem como prioritárias, apresentando-as como o que "se ganha em votar PS". Estas propostas traduzem-se no que os socialistas dizem ser "uma nova agenda para Portugal na Europa" que pretende "recuperar o País" (curiosamente, esta quinta-feira, o vice-primeiro-ministro Paulo Portas falou em "recuperação" como a nova palavra a usar pelos portugueses "a partir de 17 de maio", e não "cortes" como até aqui).

Para essa agenda de recuperação, os socialistas defendem "uma nova forma de estar na Europa", retomando uma crítica antiga de António José Seguro de que o primeiro-ministro - e o Executivo português - entrava mudo e saía calado das reuniões europeias.

"Ao contrário do que o Governo português tem afirmado, na sua postura de subserviência, não são ideias utópicas", as que o PS quer concretizar, "para apoiar o crescimento e o emprego", "para combater o desemprego", "para garantir o acesso ao crédito em condições equiparáveis", "para apoiar o reequilíbrio das finanças públicas" e "para reduzir o peso da dívida nos orçamentos nacionais". Um quase programa de governo.

No caso do desemprego, desapareceu uma referência explícita à mutualização de parte do subsídio de desemprego, que António José Seguro tem defendido, mas que Francisco Assis disse não constar de "nenhum compromisso político do PS". Os socialistas agora propõem-se a que uma parte da "capacidade orçamental" da UE "seja acionada sempre que o desemprego ultrapasse um limiar máximo".

O manifesto eleitoral é apresentado pelas 19.00 de quinta-feira, na sede do Largo do Rato, em Lisboa, com intervenções do cabeça de lista às europeias, Francisco Assis, e do mandatário António Vitorino.

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