Durão Barroso pede mobilização de todas as forças pró-europeias

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, pediu hoje a todas as forças pró-europeias para se mobilizarem, depois da subida dos partidos eurocéticos nas eleições europeias.

"Mantermo-nos unidos como europeus é indispensável para que a Europa dê forma a uma ordem global em que possamos defender os nossos valores e interesses", disse Durão Barroso, referindo as forças políticas "representadas na Comissão" (conservadores, socialistas e liberais).

Essas forças, acrescentou em comunicado, "são efetivamente as que têm uma representação mais importante no novo Parlamento Europeu" e "os resultados mostram que é possível uma maioria muito sólida e que funcione".

Populares, socialistas e liberais "não estão de acordo em todos os pormenores, mas partilham um consenso fundamental para uma Europa que agora tem de ser reforçada", afirmou, apontando a necessidade de uma "ação decisiva" para promover o crescimento económico e o emprego é a melhor resposta.

Evocando "a transição", sem referir explicitamente a escolha do seu sucessor à frente da Comissão Europeia, Durão Barroso afirmou "esperar que os resultados desta eleição sejam respeitados nas decisões que forem tomadas" pelo conselho europeu e pelo Parlamento Europeu.

As eleições europeias, que se realizaram entre quinta-feira e domingo nos 28 Estados membros, ficaram marcadas pela subida dos partidos eurocéticos numa série de países, sendo as mais simbólicas as vitórias da Frente Nacional francesa e do UKIP britânico, que venceram o escrutínio dos respetivos países com mais de um quarto dos votos.

Segundo as projeções europeias de domingo à noite, os partidos eurocéticos deverão eleger mais de 140 deputados no próximo Parlamento Europeu, que conta com um total de 751 deputados.

Além da FN e do UKIP, elegem deputados partidos eurocéticos como o Partido da Liberdade Holandês (PVV), a Alternativa para a Alemanha, o austríaco Partido da Liberdade (FPOe), o italiano Movimento 5 Estrelas, o Partido Popular da Dinamarca, o húngaro Jobbik, entre outros.

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