'Costa deve estar feliz com discurso de Rangel', garante Marcelo

Ex-presidente do PSD fez aparição surpresa na reunião magna dos sociais-democratas, onde atacou bastante António José Seguro e disse ser "uma das maiores provas de liberdade do partido".

Não estava previsto, mas Marcelo Rebelo de Sousa apareceu mesmo no 35.º Congresso do PSD para, num registo muito informal e irónico, disparar em várias direções. O ex-líder dos sociais-democratas elegeu Seguro como alvo preferencial, mas não se coibiu de deixar alguns recados também a Passos Coelho.

"Sou uma das maiores provas da liberdade do nosso partido", frisou o professor, acrescentando que o que disse no Coliseu dos Recreios "não é muito diferente daquilo que diz ao domingo" no habitual comentário na TVI. "O que digo cá dentro digo lá fora", atirou ainda.

Sobre a situação do País, Marcelo destacou que "nem tudo está melhor" e que os portugueses, face ao discurso do Governo, se interrogarão sobre "quando é que os sinais lhes chegam ao bolso". Nesse capítulo, o antigo presidente do PSD sublinhou que ao "pragmatismo" e "racionalidade" de Passos Coelho se opõe a "negação das estatísticas" do secretário-geral do PS, que, destacou, perante o anúncio de Paulo Rangel como cabeça de lista às europeias terá um problema entre mãos.

"Seguro vai agora ficar a falar de borboletas até 5 de março [data que o PS escolheu para revelar o seu candidato]?", questionou, assinalando ainda que, perante a escolha do PSD, concertada com o CDS, poderá ser António Costa a ter razões para sorrir. "Costa deve estar feliz com o discurso de Rangel", insistiu.

Mais perto do final de uma longa intervenção em que destacou a "componente afetiva" e ensaiou um regresso à fundação do PPD/PSD para destacar a pluralidade e divergência de opiniões no partido, Marcelo ainda teve tempo para nova farpa: "Nem é preciso ser social-democrata para se estar solidário com aqueles que sofrem. Basta ser português."

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG