CDU diz que abstenção é fruto de País "desesperançado"

Ângelo Alves, da Comissão Política do Comité Central do PCP, defende que os números refletem também o "distanciamento cada vez maior" da população em relação à União Europeia (UE).

Para a CDU, as projeções da abstenção nas eleições europeias deste domingo são o reflexo de "um País desesperançado e cansado da alternância política que não foi ao encontro dos seus anseios". Segundo Ângelo Alves, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, apesar de os números previstos serem próximos dos registados em 2009 (63,23%), "não votar não é solução", pelo que assinalou que a campanha da coligação passou sempre pelo apelo a que as pessoas "levassem a sua luta até à urna de voto".

Por outro lado, o dirigente comunista recusou a ideia de que haja "desleixo" da parte dos portugueses no que respeita ao sufrágio para o Parlamento Europeu e vincou que os valores que vão sendo avançados (entre 61 e 66%) traduzem também "o distanciamento cada vez maior" da população para com "uma UE cada vez mais contrária aos seus anseios".

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