Avanço dos extremos marca eleições europeias

(atualizada às 21:26) As eleições europeias deste domingo ficam marcadas pelo avanço dos extremos - tanto de direita como de esquerda. O melhor exemplo do primeiro é a vitória da Frente Nacional de Marine le Pen em França. A resposta da extrema-esquerda surge na Grécia, com o Syriza em curta vantagem sobre a Nova Democracia, de direita.

Aproveitando a falta de popularidade dos socialistas do Presidente François Hollande, a Frente Nacional de Marine le Pen consegue um resultado histórico com 25% dos votos, segundo as projeções. A extrema-direita francesa conseguirá assim entre 23 e 25 eurodeputados com 74 reservados para a França num Parlamento Europeu com 751 lugares.

A FN surge bem à frente da UMP, de direita, com 20%, enquanto os socialistas são relegados para o terceiro lugar, com menos de 15% dos votos.

Na Dinamarca, os nacionalistas do Partido Populista Dinamarquês (DF) vencem com 23,1 % dos votos, mais quase dez pontos do que em 2009. Em segundo lugar fica o Partido Social-Democrata, com 20,5%, e em terceiro surge o Partido Liberal da Dinamarca com 17,2%.

No Reino Unido, o UKIP, o partido eurofóbico de Nigel Farage, também deverá conseguir um resultado histórico, pelo menos a acreditar nos resultados que obteve nas eleições locais que se realizaram na quinta-feira em simultâneo com as europeias.

Na Alemanha, que elege 96 eurodeputados, os cristãos democratas da CDU de Angela Merkel terão vencido. Mas as primeiras projeções colocam o novo partido anti-euro AFD, com 6,5%, a entrar no Parlamento Europeu. Criado na primavera de 2013, o AFD defende a dissolução da moeda única. Os sociais-democratas do SPD, parceiro de coligação da CDU, subiram para 27,5% dos votos.

Na Grécia, sob fortes medidas de austeridade, o partido da esquerda radical Syriza, de Alexis Tsipras, surge em primeiro lugar, com uma curta vantagem sobre a Nova Democracia do primeiro-minbistro Antonis Samaras. Mas o terceiro lugar foi para os neonazis da Aurora Dourada, que devem obter 8% a 10% dos votos.

Na Áustria, o partido de extrema-direita FPÖ, que espera criar com a FN um grupo parlamentar no Parlamento Europeu, surge em terceiro lugar com 19,9% dos votos, uma subida de cinco pontos em relação a 2009, mas atrás dos cristãos-democratas e sociais-democratas no poder.

E se o partido anti-islão PVV sofreu uma derrota na Holanda, com apenas 12% dos votos contra 18% há cinco anos, o desafio à União Europeia pode surgir em Itália através do populista Beppe Grillo.

Mas a Roménia, com a vitória da aliança de centro-esquerda com 41% dos votos, junta-se à Grécia na tendência de esquerda.

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