Meganúncio nas televisões

Durante 30 minutos, Barack Obama devia falar com quatro famílias e apresentar propostas para resolver os seus problemas. O candidato democrata devia ainda explicar como a doença da mãe , que morreu de cancro em 1995, influenciou a sua reforma da segurança social. Não, não se trata de uma nova forma de comício eleitoral. Obama comprou meia hora de espaço publicitário nos principais canais de televisão americanos - CBS, NBC e Fox News - para fazer as "alegações finais" antes das eleições de 4 de Novembro.


Rara - o milionário Ross Perot em 1992 foi o último a usá-la - e dispendiosa - terá custado entre três e seis milhões de dólares - esta opção de Obama revela o seu domínio do espaço publicitário em relação a John McCain. A discrepância entre os candidatos é enorme. Estima-se que Obama tenha gasto cem milhões de euros em anúncios só em Outubro, enquanto McCain tem 84 milhões para toda a campanha. Os americanos são bombardeados pelos democratas com oito mil anúncios diários, o dobro dos republicanos.


A compra de um grande espaço publicitário era usual nos anos 60. John Kennedy usou o seu tempo de antena para retransmitir parte do seu discurso sobre religião proferido em Houston, no Texas, e Richard Nixon adquiriu duas horas na véspera das eleições de 1968. Mas com o maior custo da publicidade, desde Ross Perot nenhum candidato tentou tal extravagância.


Transmitido em castelhano pela televisão Univision, o bloco publicitário terá obrigado a adiar em 15 minutos o início da final do campeonato de basebol. McCain já criticou esta decisão e garantiu: "Quando em for presidente ninguém adia a World Series".


Resta saber se esta manobra arrojada irá favorecer Obama . Os analistas duvidam. Por várias razões, como referiu o site da TVWeek. Primeiro, é preciso que os eleitores vejam o bloco publicitário. Segundo, que este faça os indecisos tomar uma decisão. Terceiro, será que o simples facto de ser notícias em todos os meios de comunicação, não é suficiente para tornar este bloco eficaz?

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