Primeiro dia, só para aquecer

Ontem, o jornal romano Il Tempo titulava o seu editorial assim: "Sem milagres do Quirinal, haja pelo menos orações." O texto, apesar das palavras religiosas, tratava de coisas terrenas, as mais graves de resolver, e do necessário apoio do hóspede do palácio do Quirinal, o Presidente Giorgio Napolitano, para ultrapassar o impasse político italiano.

Sobre a eleição do Papa, a outra dúvida que domina o pensamento dos romanos, e do mundo, os jornais locais deitam-se a adivinhar, dão sugestões de candidatos fortes que mais parecem manipulação de lobbies e o mais seguro, já que o assunto é sigiloso e simbólico, é procurar ler sinais.

Ontem, uma pequena notícia do Corriere della Sera dizia que o VII Campeonato Mundial da Igreja prosseguia. No domingo, no campo do Pontificio Oratorio di San Pietro, a equipa italiana Redemptoris Mater dei Neocatecumenali jogou contra o Collegio Pio Brasiliano e ganhou por 4-1. Como têm sido apontados como mais prováveis eleitos o cardeal italiano Angelo Scola e o brasileiro Odilo Scherer, aquele resultado de futebol é o mais palpável sinal de papabile que podemos ter no início desta semana decisiva.

Hoje começa o Conclave que vai decidir quem será o 266.º Papa. Acontece com o facto inédito desde há seis séculos de o novo Papa vir a ser escolhido quando o antecessor ainda vive. Nas reuniões que os cardeais eleitores fizeram durante uma semana, até ontem, nas chamadas Congregações Gerais que servem de pré-conclave (na Capela Sistina, o Conclave não é para discutir, só para votar), a questão da crítica ao funcionamento da Cúria - o verdadeiro governo da Igreja, chamado o "partido romano" - formou dois blocos.

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